Projeto Vai Um Café?: Meu Maior Ato de Coragem #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Caramba, como eu estava com saudades dessas palavrinhas aí de cima! Eu sei que dei uma bela de uma sumida e na real, provavelmente o ritmo do blog vá dar uma bela diminuída mesmo, mas é por um bom motivo!

Hoje voltei especialmente para participar da Postagem Coletiva do Vai Um Café, já que meu post do mês passado sobre As Várias Versões de Mim foi o vencedor da votação de melhor do mês e me garantiu o direito de escolher o tema sobre o qual eu e vários outros blogueiros falaremos em abril.

E como eu não sou boba nem nada, já logo tratei de escolher um tema que me permitisse também compartilhar aqui o giro de 180° que deu a minha vida desde que nós nos “vimos” pela última vez.

Preparados? Então segura que lá vem surra de sinceridade!

 

MEU MAIOR ATO DE CORAGEM

Se eu te perguntasse agora qual o seu maior ato de coragem, o que você responderia?

Se eu te pedisse pra fazer uma lista com as coisas mais corajosas que uma pessoa poderia fazer, o que você colocaria nela?

Eu aposto que pelo menos um dos itens seria algo que envolvesse adrenalina ou perigo, né? Porque quando falamos de coragem, muitas vezes pensamos em atos insanos que colocam nossas vidas em risco.

Só que a coragem sobre a qual eu quero falar hoje é de um tipo diferente.

É a coragem que não anula o medo, mas que existe independente dele. É a coragem que vem da bravura e faz com que tomemos decisões que não colocam nossas vidas em risco, mas que mesmo assim fazem com que elas nunca mais sejam as mesmas.

É a coragem de mudar.

E foi esse tipo de coragem que eu precisei ter quando, em meados de julho do ano passado, larguei meu emprego muito bem pago para dar início ao que seria a jornada mais intensa da minha vida!

Em setembro de 2016, me inscrevi em um programa de intercâmbio de trabalho na área da Hotelaria (minha área) nos Estados Unidos que funciona mais ou menos assim: você contacta a agência, eles fazem a ponte entre você e a American Hospitality Academy  e a AHA faz a ponte entre você e as principais redes hoteleiras no país.

Era o intercâmbio perfeito pra mim, pois eu já tinha passado da idade de fazer aqueles intercâmbios de idiomas, já falava inglês fluente e já tinha cerca de oito anos de experiência na área. Só tinha um detalhe que me incomodava: eu não escolhia para onde eu iria viajar. O hotel é que escolhe quem vai contratar.

Mano, cê tem noção do tamanho desse país? Então lá veio o medo nº 1: o medo de acabar indo para em uma cidadezinha qualquer que ninguém nunca ouviu falar. Mas minha coragem falou mais alto e eu decidi que faria o melhor do que quer que me fosse dado.

Passou setembro, outubro, novembro, dezembro e com o passar do tempo, veio o medo nº 2: o medo de não ser escolhida. Perdi as contas de quantas vezes eu quase desisti, achando que se não tinha acontecido ainda, não era pra ser. Mas, mais uma vez veio minha coragem e dessa vez, ela estava de braços dados com a minha fé. E elas me mantiveram firme.

Janeiro veio e foi embora e eu segui firme com o foco no propósito, até que veio fevereiro e a notícia bombástica: tinha um hotel querendo me entrevistar.

Aí veio o medo nº 3: o medo de tudo estar dando certo rápido demais e eu não estar preparada. Mas lá veio a minha coragem e me disse pra continuar firme, que tudo valeria a pena.

Daí pra frente, tudo foi um borrão! Foi um mês de entrevistas, checadas na caixa de entrada do meu e-mail, idas à agência de intercâmbio, ao consulado americano, à Polícia Federal, festa de despedida, corre pra lá, corre pra cá… ufa!

Até que no dia 17 de março de 2017 eu encarei meu primeiro vôo internacional. No dia 18 de março de 2017, eu botei meus pés pela primeira vez na terra que eu sempre sonhei em conhecer. Naquele sábado de Sol, eu conheci Austin, a capital do Texas, e me apaixonei pelo seu estilo que mistura tranquilidade e agitação, pelos seus gentis moradores, pelas luzinhas que enfeitam as árvores do centro, pelos pássaros que cantam dia e noite, pelo fato de que todo mundo diz “thank you” pro motorista quando desce do ônibus, pelos hambúrgueres suculentos que já comi, pelo fato de todo lugar aqui servir chá gelado (que eu amo), por todas as vezes que pude praticar meu espanhol, porque o Texas faz fronteira com o México e a comunidade mexicana aqui é bem grande.

Me apaixonei e me apaixono todo dia pelo fato de poder usar minhas tranças e ninguém achar que não é profissional, pelo fato de que toda vez que digo “I’m brazilian”, recebo um “nossa, que legal, que incrível” como resposta. Estou in love pelo fato de já serem 19:15 da noite e ainda estar Sol lá fora. Amo o fato de ter um rio que corta o centro da cidade e é a paisagem que vejo ao ir e voltar do trabalho.

Mas, principalmente, estou perdida, profunda e irremediavelmente apaixonada por todas as vezes em que, deitada na minha cama, segundos antes de dormir, eu tenho um lampejo que dura um segundo no qual me vem um sustinho e eu penso: “caraca, eu tô nos EUA”…

E tudo isso graças à minha coragem…

E é isso, pessoas! Essa era a novidade que eu tinha para contar para vocês e também era o motivo de o blog estar meio parado. Foi muita coisa para absorver nesse um mês, mas eu prometo que farei o possível para postar aqui de vez em quando contando como vai minha aventura, porque eu ainda tenho mais onze meses por aqui, combinado?

Bom, esse foi meu maior ato de coragem. Agora, conta aí, qual foi o seu?

Por hoje é isso e keep exploring!

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Projeto “Vai Um Café?”: As Várias Versões de Mim #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Hoje tem post aleatório nesse blogzinho que está devagar, mas não está morto!

 

AS VÁRIAS VERSÕES DE MIM

Sabe quando você está em uma conversa sobre signos e alguém vira e fala que o que importa mesmo é o seu ascendente?

Sempre achei que isso explicava muita coisa a meu respeito…

Primeiramente eu devo dizer que, apesar de ser um tanto cética com relação às previsões, eu acredito sim que o dia, mês e hora do nosso nascimento (dentre outras coisas) têm influência em aspectos da nossa personalidade.

Se não fosse assim, como eu conseguiria explicar para mim mesma os tantos aspectos contraditórios que compõem esse maravilhoso serzinho chamado “eu”?

Para exemplificar, existe uma Juliana dentro de mim que é um tanto conservadora, que gosta das coisas certinhas e muito bem explicadinhas. Que não consegue compreender como algumas pessoas parecem ter uma certa dificuldade para tomar decisões na vida.

Na mesma pegada, existe uma Juliana em mim que crê na força do acaso. Em uma energia desconhecida que nos empurra pela vida, botando tudo e todos em seus devidos lugares.

Outro exemplo: houve um tempo em que eu não saía de casa sem maquiagem e sair sem usar lápis preto bem forte, tanto na pálpebra de cima, quanto na de baixo, era inconcebível para mim!

Hoje em dia, quando eu decido sair de maquiagem, o lápis de olho pretão e pesadão dá espaço para um delineado gatinho delicado apenas na pálpebra de cima, acompanhado de algumas boas camadas de máscara para cílios…

“Mas como isso é possível?”, você deve estar se perguntando…

Amigo, eu te respondo com uma outra pergunta: como isso pode não ser possível?

Como é que determinados seres humanos conseguem caminhar sobre a terra sendo sempre a mesma pessoa, sem nuances, sem aspectos interessantes e peculiares que os tornam uma peça única e rara?

Como conseguem passar a vida sendo lineares?

Eu não consigo ser assim. Sou um amontoado das experiências que vivi, das coisas que vi e de tudo aquilo que me encanta, mesmo que nada disso combine entre si.

Sou do time do Raul e prefiro ser essa metamorfose ambulante meeeesmo!

Tem como ser de outro jeito? Eu acredito que não e que, daqui até o fim dos meus dias, muitas outras Julianas ainda vão habitar esse eu corpo…

Ah! E caso você esteja se perguntando, eu sou de Virgem com ascendente em Aquário e sim, isso explica muita coisa…

E aí, curtiram o texto? Concordam que, ao longo da vida, existem várias versões de nós? Este post foi mais uma cortesia do “Vai Um Café?” e eu aproveito o momento para dizer que o grupo está aceitando novos membros, então, se você estiver a fim de fazer parte do grupo mais amô das internê, é só preencher o formulário disponível na nossa fanpage, belezinha?

Por hoje é isso e keep exploring!

Grupo “Vai Um Café?”: Por que/ Para quem eu escrevo? #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Olha quem está de volta depois de looongas férias!!! \o/\o/\o/

É gente, não teve jeito. 2016 foi um ano tão complicado que eu precisei tirar um tempo de folga para me recompor (e quem não precisou?) e botar as ideias no lugar.

Era pra ser só por alguns dias, mas eu aproveitei o tempo para repensar alguns itens do design do blog (gostaram?) e criar conteúdo novo e fresquinho para vocês! Yay!

Mas enfim, 2017 está aqui, com direito até a gravidez da Queen Bey e, se até ela está trabalhando, quem sou eu pra ficar de bobeira, né?

E como primeira postagem de 2017, hoje não vai ter playlist, não. Mas em compensação vai ter post feito em conjunto com a galera esperta do “Vai Um Café?”!!

Você já parou para pensar por que o seu blogueiro ou blogueira, autor ou autora favorito (a) escreve? Qual a motivação por trás de uma pessoa que decide colocar suas ideias e sentimentos no papel ou na tela de um computador? Como eles fazem para superar a vergonha de divulgar seus trabalhos?

Bom, eu só posso falar por mim, mas escrever é uma forma de organizar os sentimentos, fazendo com que fique mais fácil compreendê-los.

A vida é corrida, as coisas não são fáceis, temos decisões a tomar, escolhas a fazer, partidos para tomar, é muita informação o tempo todo sendo jogada em cima de nós… Você às vezes não sente que sua cabeça poderia explodir?

Pois é, amigo, quando eu sinto isso sabe o que eu faço? Eu escrevo.

E o mais engraçado é que eu nem me lembro de quando comecei a usar a escrita como válvula de escape para as agonias do cotidiano. Quando dei por mim, já tinha diários e cadernos e arquivos no computador cheios de ideias aleatórias.

Tem um poema do Paulo Leminski que representa bem minha relação com a escrita:

“Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”

Quando leio este poema, eu entendo que Leminski quis dizer que, da mesma forma que uma aranha tece teias porque é isso que ela faz, ele escreve porque é isso o que ele faz. É como se ele dissesse que a escrita é uma coisa tão natural para ele, que não tem razão de ser. Apenas acontece, como um reflexo.

E é assim que eu me sinto, sabe? Eu escrevo porque é isso que eu faço, é isso que eu sou.

Quanto à parte do “para quem eu escrevo”, lembro que o primeiro post do blog falou um pouco sobre isso. Lá, eu dizia que, se apenas uma pessoa se interessasse pelo que eu tinha a dizer, então era para essa pessoa que eu escreveria.

Hoje, quase três anos depois, nada mudou. É claro que uma parte de mim quer o reconhecimento, quer ver cada vez mais pessoas se beneficiando de tudo aquilo que eu trabalho tão duro para colocar aqui de uma maneira legal, quer, quem sabe um dia, publicar até um livro. Mas tem outra parte, a parte que escreve por reflexo, que não se importa se ninguém ler. Ela só quer botar em palavras o que não cabe mais no coração…

Escrever é e sempre será, para mim, talvez o lado mais importante de todos os lados que compõem quem eu sou.

E com isso dito, tudo o que vocês podem esperar é que venha muita coisa boa por aí nesse 2017 que mal começou e eu já considero pakas…

Por hoje é isso e keep exploring

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TAG: Vai Um Café?

Hey pessoas!! Como vão??

 

Vamos de TAG?

Pois é, hoje véspera de feriado e você já deve estar a caminho de casa planejando como vai passar o dia de amanhã, né? Então esteja você onde estiver, que tal aproveitar que já está oficialmente permitido ficar de pernas pro ar e dar uma lida no post de hoje?

Esta TAG nasceu como forma de comemoração do aniversário do grupo “Vai um Café?” do Facebook, que é o grupo mais amorzinho das internê simplesmente porque promove uma troca verdadeira entre seus membros. Lá rolam diversas ações que incentivam a interação entre blogueiros com uma finalidade maior do que apenas ter mais acessos. Lá a gente faz amizades e encontra incentivo e inspiração para criar! Lindo, né?

Pois é… Infelizmente o grupo está fechado e não está aceitando novos membros no momento, mas isso não significa que não dá pra sair espalhando pela web todo o amor que rola por lá, né? Vamos aos trabalhos, então?!

 

TAG: VAI UM CAFÉ?

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1. Qual membro tu se identificou de cara?

A Bianca Carvalho do Digavando! Simplesmente porque ela me “descobriu” e começou a comentar aqui, aí eu comecei a frequentar o blog dela e foi lá que eu conheci o “Vai Um Café?”…

2. Quem é o engraçado (de boas) e o mais bravo do grupo?

Acho que depois de mim, que vivo fazendo graça por lá, a pessoa que eu mais considero engraçada é a Isa, do Isabella CAS porque ela é sempre muito animada e está sempre tentando colocar todo mundo pra cima. Agora, a pessoa mais brava eu acho que é a Beatriz Aguiar (Bia ❤ ) dona do Since 85 e criadora do grupo. Não que ela seja brava no sentido de chatice ou de ser briguenta, eu digo que ela é brava o sentido de bravura mesmo, de coragem. É que ela está sempre batalhando para que o objetivo principal do grupo (que é a interação entre blogs) seja alcançado e não tem medo de botar fulano nenhum pra fora, se for necessário.

3. O que o projeto representa hoje pra você?

Uma fonte de inspiração constante e o lugar onde eu posso ser a Juliana Escritora, meu “eu” favorito…

4. Um amigão(ona) que encontrou no Projeto?

A Lari Reis do Yellow Ever Shine. A gente vai conversando de pouquinho em pouquinho e a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que estou ganhando uma amiga! ❤

5. E o que aprendeu de importante por meio do projeto?

A respeitar meu tempo de criar e acreditar no meu talento.

6. Quem dele te ensinou alguma coisa que vai levar pra sempre com você?

Acho que todo mundo lá me ensina algo novo sempre que a gente papeia, mas a lição que eu carrego dentro de mim graças ao grupo é a de sempre fazer um esforço para arrumar um tempo para as amizades e para os projetos que eu começar, porque se a gente deixar, a rotina nos engole e a gente não faz mais nada…

7. Qual o blog você “roubaria” pra si?

Ah, essa é moleza: o Yellow, porque é um blog de música e vocês sabem que música é minha paixão!

8. Quem você não é muito próximo mas gostaria de conhecer melhor?

A Bia, por eu fazer parte do grupo que ela criou e ainda assim saber tão pouco sobre ela e a Clara Rocha, do Leux Clair, porque ela é tão linda e estilosa que dá vontade de ser amiga dela…

9. Escolha 2 integrantes para dizer qual foi a primeira impressão e se estava certo.

Bom, pelo sorrisão aberto na foto do perfil do face da Isa, ela passa a impressão de ser muito alegre… E é mesmo!!! E tem também o Henrique, do Iletrando, que cada vez que passa eu tenho mais e mais certeza de que é um verdadeiro gentleman!

10. Quem do grupo você já teve a oportunidade de conversar pessoalmente?

Assim, cara a cara? Ninguém… Shame on us, né?

11. Como você falaria do projeto pra alguém?

Como sempre falo para os meus amigos: “é um grupo do Facebook muito amorzinho que promove a interação genuína e a troca de experiências entre blogueiros”.

 

E é isso! Eu amei responder essa TAG porque ela me fez refletir sobre o efeito do “Vai Um Café?” na minha vida durante esse um ano de projeto e eu só tenho a agradecer à Bia por ter criado tudo isso e à galera do grupo, por serem uma fonte transbordante de amor cibernético!!! ❤ ❤ ❤

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Quando a Mudança Se Faz Necessária

Hey pessoas!! Como vão??

 

Como já comentei com vocês algumas vezes, eu faço parte de um grupo de blogueiros no Facebook chamado “Vai Um Café?” (é essa imagem que aparece aqui do lado inferior esquerdo do blog) que tem como propósito criar uma interação genuína entre os blogueiros.

Parte das atividades do grupo consiste em postagens coletivas mensais, que nada mais são do temas em comum sobre os quais os blogueiros deverão escrever até o final do mês vigente.

Quando os temas para as postagens deste mês saíram, nós tínhamos duas opções: “Afinal, O Que Nós Queremos” (sobre o dia da mulher) e “Quando a Mudança Se Faz Necessária“, que foi o tema que eu escolhi…

Confesso que a escolha do tema não foi a coisa mais fácil de se fazer, porque, mesmo tendo algo para falar sobre os dois assuntos, um deles (o que eu escolhi), tinha muito a ver com as coisas que vêm passando pela minha cabeça ultimamente e eu me senti meio intimidada de ter que encarar essas coisas de uma forma mais concreta.

Porque, uma coisa são pensamentos aleatórios que vêm e vão nas nossas cabeças o tempo todo. Outra bem diferente é organizar esses pensamentos em um texto e encarar a verdade que vai se revelar por trás daquelas palavras à medida que você as escreve… E eu acho que foi por isso mesmo que eu escolhi este tema em vez do outro… Tem uma verdade que está em algum canto da minha mente mas que, como não consigo organizar meus pensamentos, não consigo acessá-la…

overthinking

Minha cabeça esses dias…

Afinal de contas, quando se faz necessária a mudança?

Sim, esse alarme tocou na minha cabeça… E foi um susto estar super focada no cotidiano e, ao dar uma parada para olhar em volta, descobrir que tem certas coisas que eu não deveria estar fazendo, coisas que estavam atrasando minha caminhada e criando um vão gigantesco entre onde eu estou e onde eu gostaria de chegar.

Depois do susto da descoberta, veio a dúvida: é isso mesmo? Tem alguma coisa errada ou eu só estou com frescura e reclamando de barriga cheia? Pensei, pensei, conversei com amigos próximos (Alê, Tânia e Carol, vocês foram essenciais), mas o que fez toda a diferença, foi consultar a pessoa mais afetada por tudo aquilo: eu.

Só que não eu mesma. Consultei aquela Juliana de 10 anos atrás. Perguntei pra ela se era isso mesmo que ela esperava, se ela estava orgulhosa da Juliana de hoje…

Ela me disse que se surpreendeu com a Juliana que eu me tornei. Ela tinha muito medo de não conseguir um bom emprego e de não conseguir fazer faculdade por conta das condições financeiras da sua família, então, estava muito feliz pelo fato de que no futuro ia ter concluído a faculdade que escolheu e ter um excelente emprego com um salário mais do que suficiente. Ela estava orgulhosa, principalmente, de ter conseguido vencer o medo da opinião dos outros e ter criado (e mantido!) o blog que ela tanto sonhava porque gostava tanto de escrever, que escrever só para si já não bastava mais.

O caminho até ali tinha sido difícil, mas vitorioso. Só que ela achava que ele já tinha dado tudo o que tinha que dar. Havia sonhos que ela gostava de sonhar e que estava muito decepcionada por a Juliana de hoje ter parado de persegui-los. Então, ela me perguntou se eu ia me desfazer deles, já que não estava mais usando.

E foi aí que eu encontrei a resposta. A mudança se faz necessária quando todos os caminhos que você pisou até agora podem até te levar a bons lugares, mas não os lugares em que você gostaria de estar. Os lugares em que você deveria estar.

teraquelavelhaopinião

Não se engane. Você sabe muito bem onde deveria estar. Dentro do seu coração, você sabe sim. Eu sei também. E se for necessário dar meia volta de onde estou agora e começar um novo caminho do zero, que seja! Se a mudança for necessária, que venha!

E se eu tiver que fechar os olhos e saltar de um precipício apenas esperando que haja água para receber quando eu chegar lá embaixo, que eu pule!

E seja o que Deus quiser… And may the odds be always in my favor…

Letra e tradução

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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