Projeto Vai Um Café?: Meu Maior Ato de Coragem #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Caramba, como eu estava com saudades dessas palavrinhas aí de cima! Eu sei que dei uma bela de uma sumida e na real, provavelmente o ritmo do blog vá dar uma bela diminuída mesmo, mas é por um bom motivo!

Hoje voltei especialmente para participar da Postagem Coletiva do Vai Um Café, já que meu post do mês passado sobre As Várias Versões de Mim foi o vencedor da votação de melhor do mês e me garantiu o direito de escolher o tema sobre o qual eu e vários outros blogueiros falaremos em abril.

E como eu não sou boba nem nada, já logo tratei de escolher um tema que me permitisse também compartilhar aqui o giro de 180° que deu a minha vida desde que nós nos “vimos” pela última vez.

Preparados? Então segura que lá vem surra de sinceridade!

 

MEU MAIOR ATO DE CORAGEM

Se eu te perguntasse agora qual o seu maior ato de coragem, o que você responderia?

Se eu te pedisse pra fazer uma lista com as coisas mais corajosas que uma pessoa poderia fazer, o que você colocaria nela?

Eu aposto que pelo menos um dos itens seria algo que envolvesse adrenalina ou perigo, né? Porque quando falamos de coragem, muitas vezes pensamos em atos insanos que colocam nossas vidas em risco.

Só que a coragem sobre a qual eu quero falar hoje é de um tipo diferente.

É a coragem que não anula o medo, mas que existe independente dele. É a coragem que vem da bravura e faz com que tomemos decisões que não colocam nossas vidas em risco, mas que mesmo assim fazem com que elas nunca mais sejam as mesmas.

É a coragem de mudar.

E foi esse tipo de coragem que eu precisei ter quando, em meados de julho do ano passado, larguei meu emprego muito bem pago para dar início ao que seria a jornada mais intensa da minha vida!

Em setembro de 2016, me inscrevi em um programa de intercâmbio de trabalho na área da Hotelaria (minha área) nos Estados Unidos que funciona mais ou menos assim: você contacta a agência, eles fazem a ponte entre você e a American Hospitality Academy  e a AHA faz a ponte entre você e as principais redes hoteleiras no país.

Era o intercâmbio perfeito pra mim, pois eu já tinha passado da idade de fazer aqueles intercâmbios de idiomas, já falava inglês fluente e já tinha cerca de oito anos de experiência na área. Só tinha um detalhe que me incomodava: eu não escolhia para onde eu iria viajar. O hotel é que escolhe quem vai contratar.

Mano, cê tem noção do tamanho desse país? Então lá veio o medo nº 1: o medo de acabar indo para em uma cidadezinha qualquer que ninguém nunca ouviu falar. Mas minha coragem falou mais alto e eu decidi que faria o melhor do que quer que me fosse dado.

Passou setembro, outubro, novembro, dezembro e com o passar do tempo, veio o medo nº 2: o medo de não ser escolhida. Perdi as contas de quantas vezes eu quase desisti, achando que se não tinha acontecido ainda, não era pra ser. Mas, mais uma vez veio minha coragem e dessa vez, ela estava de braços dados com a minha fé. E elas me mantiveram firme.

Janeiro veio e foi embora e eu segui firme com o foco no propósito, até que veio fevereiro e a notícia bombástica: tinha um hotel querendo me entrevistar.

Aí veio o medo nº 3: o medo de tudo estar dando certo rápido demais e eu não estar preparada. Mas lá veio a minha coragem e me disse pra continuar firme, que tudo valeria a pena.

Daí pra frente, tudo foi um borrão! Foi um mês de entrevistas, checadas na caixa de entrada do meu e-mail, idas à agência de intercâmbio, ao consulado americano, à Polícia Federal, festa de despedida, corre pra lá, corre pra cá… ufa!

Até que no dia 17 de março de 2017 eu encarei meu primeiro vôo internacional. No dia 18 de março de 2017, eu botei meus pés pela primeira vez na terra que eu sempre sonhei em conhecer. Naquele sábado de Sol, eu conheci Austin, a capital do Texas, e me apaixonei pelo seu estilo que mistura tranquilidade e agitação, pelos seus gentis moradores, pelas luzinhas que enfeitam as árvores do centro, pelos pássaros que cantam dia e noite, pelo fato de que todo mundo diz “thank you” pro motorista quando desce do ônibus, pelos hambúrgueres suculentos que já comi, pelo fato de todo lugar aqui servir chá gelado (que eu amo), por todas as vezes que pude praticar meu espanhol, porque o Texas faz fronteira com o México e a comunidade mexicana aqui é bem grande.

Me apaixonei e me apaixono todo dia pelo fato de poder usar minhas tranças e ninguém achar que não é profissional, pelo fato de que toda vez que digo “I’m brazilian”, recebo um “nossa, que legal, que incrível” como resposta. Estou in love pelo fato de já serem 19:15 da noite e ainda estar Sol lá fora. Amo o fato de ter um rio que corta o centro da cidade e é a paisagem que vejo ao ir e voltar do trabalho.

Mas, principalmente, estou perdida, profunda e irremediavelmente apaixonada por todas as vezes em que, deitada na minha cama, segundos antes de dormir, eu tenho um lampejo que dura um segundo no qual me vem um sustinho e eu penso: “caraca, eu tô nos EUA”…

E tudo isso graças à minha coragem…

E é isso, pessoas! Essa era a novidade que eu tinha para contar para vocês e também era o motivo de o blog estar meio parado. Foi muita coisa para absorver nesse um mês, mas eu prometo que farei o possível para postar aqui de vez em quando contando como vai minha aventura, porque eu ainda tenho mais onze meses por aqui, combinado?

Bom, esse foi meu maior ato de coragem. Agora, conta aí, qual foi o seu?

Por hoje é isso e keep exploring!

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Projeto “Vai Um Café?”: As Várias Versões de Mim #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Hoje tem post aleatório nesse blogzinho que está devagar, mas não está morto!

 

AS VÁRIAS VERSÕES DE MIM

Sabe quando você está em uma conversa sobre signos e alguém vira e fala que o que importa mesmo é o seu ascendente?

Sempre achei que isso explicava muita coisa a meu respeito…

Primeiramente eu devo dizer que, apesar de ser um tanto cética com relação às previsões, eu acredito sim que o dia, mês e hora do nosso nascimento (dentre outras coisas) têm influência em aspectos da nossa personalidade.

Se não fosse assim, como eu conseguiria explicar para mim mesma os tantos aspectos contraditórios que compõem esse maravilhoso serzinho chamado “eu”?

Para exemplificar, existe uma Juliana dentro de mim que é um tanto conservadora, que gosta das coisas certinhas e muito bem explicadinhas. Que não consegue compreender como algumas pessoas parecem ter uma certa dificuldade para tomar decisões na vida.

Na mesma pegada, existe uma Juliana em mim que crê na força do acaso. Em uma energia desconhecida que nos empurra pela vida, botando tudo e todos em seus devidos lugares.

Outro exemplo: houve um tempo em que eu não saía de casa sem maquiagem e sair sem usar lápis preto bem forte, tanto na pálpebra de cima, quanto na de baixo, era inconcebível para mim!

Hoje em dia, quando eu decido sair de maquiagem, o lápis de olho pretão e pesadão dá espaço para um delineado gatinho delicado apenas na pálpebra de cima, acompanhado de algumas boas camadas de máscara para cílios…

“Mas como isso é possível?”, você deve estar se perguntando…

Amigo, eu te respondo com uma outra pergunta: como isso pode não ser possível?

Como é que determinados seres humanos conseguem caminhar sobre a terra sendo sempre a mesma pessoa, sem nuances, sem aspectos interessantes e peculiares que os tornam uma peça única e rara?

Como conseguem passar a vida sendo lineares?

Eu não consigo ser assim. Sou um amontoado das experiências que vivi, das coisas que vi e de tudo aquilo que me encanta, mesmo que nada disso combine entre si.

Sou do time do Raul e prefiro ser essa metamorfose ambulante meeeesmo!

Tem como ser de outro jeito? Eu acredito que não e que, daqui até o fim dos meus dias, muitas outras Julianas ainda vão habitar esse eu corpo…

Ah! E caso você esteja se perguntando, eu sou de Virgem com ascendente em Aquário e sim, isso explica muita coisa…

E aí, curtiram o texto? Concordam que, ao longo da vida, existem várias versões de nós? Este post foi mais uma cortesia do “Vai Um Café?” e eu aproveito o momento para dizer que o grupo está aceitando novos membros, então, se você estiver a fim de fazer parte do grupo mais amô das internê, é só preencher o formulário disponível na nossa fanpage, belezinha?

Por hoje é isso e keep exploring!

Grupo “Vai Um Café?”: Por que/ Para quem eu escrevo? #PostagemColetiva

Hey pessoas!! Como vão??

 

Olha quem está de volta depois de looongas férias!!! \o/\o/\o/

É gente, não teve jeito. 2016 foi um ano tão complicado que eu precisei tirar um tempo de folga para me recompor (e quem não precisou?) e botar as ideias no lugar.

Era pra ser só por alguns dias, mas eu aproveitei o tempo para repensar alguns itens do design do blog (gostaram?) e criar conteúdo novo e fresquinho para vocês! Yay!

Mas enfim, 2017 está aqui, com direito até a gravidez da Queen Bey e, se até ela está trabalhando, quem sou eu pra ficar de bobeira, né?

E como primeira postagem de 2017, hoje não vai ter playlist, não. Mas em compensação vai ter post feito em conjunto com a galera esperta do “Vai Um Café?”!!

Você já parou para pensar por que o seu blogueiro ou blogueira, autor ou autora favorito (a) escreve? Qual a motivação por trás de uma pessoa que decide colocar suas ideias e sentimentos no papel ou na tela de um computador? Como eles fazem para superar a vergonha de divulgar seus trabalhos?

Bom, eu só posso falar por mim, mas escrever é uma forma de organizar os sentimentos, fazendo com que fique mais fácil compreendê-los.

A vida é corrida, as coisas não são fáceis, temos decisões a tomar, escolhas a fazer, partidos para tomar, é muita informação o tempo todo sendo jogada em cima de nós… Você às vezes não sente que sua cabeça poderia explodir?

Pois é, amigo, quando eu sinto isso sabe o que eu faço? Eu escrevo.

E o mais engraçado é que eu nem me lembro de quando comecei a usar a escrita como válvula de escape para as agonias do cotidiano. Quando dei por mim, já tinha diários e cadernos e arquivos no computador cheios de ideias aleatórias.

Tem um poema do Paulo Leminski que representa bem minha relação com a escrita:

“Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”

Quando leio este poema, eu entendo que Leminski quis dizer que, da mesma forma que uma aranha tece teias porque é isso que ela faz, ele escreve porque é isso o que ele faz. É como se ele dissesse que a escrita é uma coisa tão natural para ele, que não tem razão de ser. Apenas acontece, como um reflexo.

E é assim que eu me sinto, sabe? Eu escrevo porque é isso que eu faço, é isso que eu sou.

Quanto à parte do “para quem eu escrevo”, lembro que o primeiro post do blog falou um pouco sobre isso. Lá, eu dizia que, se apenas uma pessoa se interessasse pelo que eu tinha a dizer, então era para essa pessoa que eu escreveria.

Hoje, quase três anos depois, nada mudou. É claro que uma parte de mim quer o reconhecimento, quer ver cada vez mais pessoas se beneficiando de tudo aquilo que eu trabalho tão duro para colocar aqui de uma maneira legal, quer, quem sabe um dia, publicar até um livro. Mas tem outra parte, a parte que escreve por reflexo, que não se importa se ninguém ler. Ela só quer botar em palavras o que não cabe mais no coração…

Escrever é e sempre será, para mim, talvez o lado mais importante de todos os lados que compõem quem eu sou.

E com isso dito, tudo o que vocês podem esperar é que venha muita coisa boa por aí nesse 2017 que mal começou e eu já considero pakas…

Por hoje é isso e keep exploring

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Histórico de Busca do Meu Navegador

Hey pessoas!! Como vão??

 

Eu sei, eu sei, eu andei sumida e as coisas andaram meio paradas por aqui. Mas é que os últimos dias foram tão corridos que não sobrou tempo nem para sentar e escrever.

Mas para compensá-los pela falta de conteúdo, eu resolvi voltar hoje, que é o dia da Consciência Negra, para inaugurar a Semana da Consciência Negra aqui do blog!

É isso mesmo, exploradores! De hoje até sábado, vocês vão ter as mesmas categorias de postagens de sempre, mas todas sobre o mesmo tema. Eu espero com isso poder abrir um espaço para conversarmos sobre racismo, representatividade, história do povo negro, beleza negra e coisas que nos ajudem a refletir sobre o espaço que as pessoas negras ocupam na sociedade.

E para começar, vou fazer algo que nunca faço, que é compartilhar coisas um pouco mais pessoais com vocês…

Bom, é o seguinte: o Trump ganhou a eleição nos Estados Unidos, né? Pois é. Tem quem ache que antes ele do que a Hillary, tem quem esteja desesperado com o resultado e tem ainda quem ache que não vale a pena se preocupar com algo que está acontecendo em outro continente.

Acontece que eu tenho planos de fazer intercâmbio ano que vem, a ideia inicial é ir para os Estados Unidos, mas depois dos últimos acontecimentos, eu comecei a refletir sobre qual seria a minha situação, caso eu tivesse que ir morar em um país governado por um cara que fazia questão de espalhar mensagens racistas sempre que aparecia em público, durante a campanha.

Não me entendam mal, eu não estou defendendo nem atacando ninguém. A questão toda foi que, depois de saber que Trump governará o país para o qual eu pretendo viajar, não vou mentir, rolou um medinho aqui e eu até cogitei viajar para a Europa ao invés da América do Norte.

Até aí, tudo bem né? É… Se eu fosse branca, estaria tudo bem, sim.

Uma coisa que é preciso que as pessoas saibam: as coisas não são tão simples assim quando se é negro no Brasil, imagina sendo negro em um continente de maioria caucasiana.

Com isso em mente, arrumei um novo problema: qual país da Europa escolher? De novo, se eu fosse branca, era só escolher o que mais me agradasse e ok. Mas sabe qual foi o problema? E se eu escolhesse o país com base apenas no que eu achasse mais legal e acabasse em um país racista?

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Mapa do racismo no mundo, segundo Max Fisher do Washington Post. As cores representam a porcentagem da população que respondeu “pessoas de outra raça” quando perguntados que tipo de pessoas eles não gostariam de ter como vizinhos.

Resultado: todas as minhas pesquisas sobre novos destinos começaram a seguir um padrão peculiar. Em vez de pesquisar somente “intercâmbio na Bélgica”, por exemplo, eu pesquisava “racismo na Bélgica” primeiro e, com base nos resultados da pesquisa, partia para as coisas relacionadas ao intercâmbio…

Pois é. Antes de escolher um país para o intercâmbio, eu preciso saber qual o grau de racismo que eu posso encontrar por lá. Não é estranho?

Na dúvida, continuo com os Estados Unidos, porque pelo menos eu sei o nível de racismo que me espera por lá…

Ps: de acordo com a minha pesquisa, a Bélgica é meio racista, sim…

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Hey people, aqui é a Pâmella…

 

Esses dias eu entrei em uma livraria só para me atualizar das novidades e paquerar os livros que eu quero muito e que ainda não comprei e eis que me deparo, no meio da sessão juvenil, com milhares de livros sobre COMO SUPERAR UM FIM DE RELACIONAMENTO.

A primeira coisa que eu pensei foi: “mas o que esse monte de livro está fazendo na sessão juvenil”? O segundo pensamento foi: “será que tem tanta gente assim com o coração partido para essa quantidade de livros ser necessária”?

Não sei se é coisa da idade ou se eu já tenho as manhas de fim de relacionamento (assim, entre nós, eu já namorei muito, mas muito mesmo) mas, eu juro que não consegui entender essa necessidade de livros de auto ajuda pra esquecer um relacionamento que chegou ao fim.

Eu sei que a gente sofre, se sente mal, custa a aceitar que aquela pessoa que você amou por um longo período te deixou e que você não sabe como vai ser sua vida dali pra frente mas vamos ter um pouco de amor próprio né, minha gente? Até porque, o fim de um relacionamento não é o fim da vida. O caso é, ver esse monte de livros de auto ajuda me fez ficar pensando e ruminando essa coisa toda ao longo daquele dia.

Como o livro estava na sessão juvenil, eu fui pensar nas”crianças” de hoje em dia, crianças essas que estão extremamente precoces (digo isso porque tenho um irmão de 14 anos e eu vejo o que tá rolando), estão se relacionando cada vez mais cedo, estão saindo pra shoppings e rolezinhos, fora os bailes funk da vida por aí e algumas ainda QUEREM ter filhos com 12, 13, 14 anos achando que isso vai segurar o namoradinho que ela acha que vai ser eterno…

Tá, não vou ser hipócrita e dizer que eu era santa nessa idade mas, meu primeiro beijo eu dei com 13 anos, eu nem pensava em ter filhos, eu queria mais era sair e conhecer vários meninos e sair beijando todos, porque beijar é uma das melhores coisas do mundo e como dizia minha sábia avó: Beijar é cultura porque você aprende varias línguas. 

Eu só fui pensar em sexo com 17 anos e ainda assim, achava que era cedo demais pra qualquer coisa. Eu juro que não consigo entender essa nova geração que tem pressa em ser adulto, em ter responsabilidades, em ter filhos… Gente, crescer não é tão legal assim, sabe? Tem contas, tem responsabilidades, tem trabalho, tem prazos, tem metas, tem trabalhos de faculdade (mas avaliando as “crianças”, quem é que pensa em faculdade?)… Crescer não é bacana!!

Mas vou voltar a focar nos livros. Outro dia eu me aprofundo um pouquinho mais nesse assunto.

Me digam vocês, caros leitores, tá tão difícil assim superar o fim de um relacionamento? Eu vi um livro com 30 dicas para superar o ex em um mês. Gente, na boa… Eu sei que terminar um namoro não é fácil, você fez planos com a outra pessoa, vocês compartilharam experiências e tudo o mais mas, será que precisa mesmo de todo esse drama? Eu pergunto isso porque, olhando pra trás na minha vida, eu vejo que eu poderia ter poupado muitas lágrimas, poderia ter focado em coisas melhores do que me afundar no poço chorando dias a fio por uma pessoa que provavelmente, já estava em outra.

Enfim, o livro que me causou tamanho espanto foi esse:

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Até achei a ideia bacana para ajudar a distrair a mente, focar em outra coisa mas tem uma atividade nesse livro que é extremamente “educativa”, consiste em ligar os pontos e, quando você termina, forma uma mão mostrando o dedo do meio. Qual a necessidade disso?

Não tô falando que você tem que ser a best do(a) ex e ajuda-lo a comprar lingerie pra próxima namorada, mas pra que ter tanto ódio de uma pessoa que um dia fez você feliz? Pra que ficar falando mal e praguejando? Não vejo essa necessidade, não entendo o motivo.

Quanto ao livro, não estou criticando, por favor, entendam isso. O que eu quero saber é: existe mesmo essa necessidade? Precisa de um livro que faça a cova do teu/tua ex ou que te ajude a mostrar o dedo pra ele(a)? Precisa fazer a forca com a foto dele(a)? Precisa ter um bonequinho de vudu? Não, né?

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O bonequinho pode ser fofo, mas a intenção com certeza, não foi!

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No final das contas, o livro que promete te ajudar a esquecer o ex, acaba virando uma homenagem a ele(a)…

O que eu acho é que está faltando é amor próprio, Se a Geração Desapega se juntasse com a Geração Broken Heart, gente, todo mundo ia ser mais feliz, os desapegados iriam ajudar os iludidos na sofrência e o povo de coração partido iria poder se amar um pouco mais. Vamos todo mundo formar a GERAÇÃO AMOR PRÓPRIO!!!! Olha que lindo que ia ser.

Achei que o autor teve um ótimo senso de humor ao fazer o livro, porque a gente fica com raiva mesmo, quer xingar, bater, esmurrar, deseja que o outro morra ou que a(o) atual do seu(sua) ex seja feio ou encha ele(a) de chifres e um livrinhos com essas “atividades” pode até distrair a mente (ou fazer com que tenhamos ideias piores) mas, ele foi muito infeliz com a forma que propôs as atividades que ele usou no livro. E a loja também estava um pouquinho errada ao colocar esse livro na sessão juvenil. Será que ninguém tá vendo que não se fazem crianças como antigamente? Pra que incentivar ainda mais o desamor?

Galerinha, leiam a tia aqui com bastante atenção agora, eu realmente adoro cada um de vocês que vem até aqui e perde alguns minutos lendo as coisas que eu posto e é por isso que eu digo, vamos nos amar mais!

Vamos amar mais o próximo, vamos encher nosso corpo de amor e luz, encher de paz, de auto estima, de liberdade, de prazer pela vida… E depois, se sobrar um tempo, entre uma série e outra, vamos namorar, vamos transbordar. E se não der certo, não vamos nos afundar num poço frio e escuro e ficar lá sofrendo pela eternidade. VAMOS VIVER! A vida não para, ela não espera você se recuperar pra viver, enquanto você tá sofrendo, você tá perdendo um monte de coisas boas da sua vida. Foca na felicidade e vai! ❤ 😀

Fica aqui esse pensamento e muito, mas muito mesmo, amor no coraçãozinho de cada um de vocês. ❤

AssinaturaPamella

Quando a Mudança Se Faz Necessária

Hey pessoas!! Como vão??

 

Como já comentei com vocês algumas vezes, eu faço parte de um grupo de blogueiros no Facebook chamado “Vai Um Café?” (é essa imagem que aparece aqui do lado inferior esquerdo do blog) que tem como propósito criar uma interação genuína entre os blogueiros.

Parte das atividades do grupo consiste em postagens coletivas mensais, que nada mais são do temas em comum sobre os quais os blogueiros deverão escrever até o final do mês vigente.

Quando os temas para as postagens deste mês saíram, nós tínhamos duas opções: “Afinal, O Que Nós Queremos” (sobre o dia da mulher) e “Quando a Mudança Se Faz Necessária“, que foi o tema que eu escolhi…

Confesso que a escolha do tema não foi a coisa mais fácil de se fazer, porque, mesmo tendo algo para falar sobre os dois assuntos, um deles (o que eu escolhi), tinha muito a ver com as coisas que vêm passando pela minha cabeça ultimamente e eu me senti meio intimidada de ter que encarar essas coisas de uma forma mais concreta.

Porque, uma coisa são pensamentos aleatórios que vêm e vão nas nossas cabeças o tempo todo. Outra bem diferente é organizar esses pensamentos em um texto e encarar a verdade que vai se revelar por trás daquelas palavras à medida que você as escreve… E eu acho que foi por isso mesmo que eu escolhi este tema em vez do outro… Tem uma verdade que está em algum canto da minha mente mas que, como não consigo organizar meus pensamentos, não consigo acessá-la…

overthinking

Minha cabeça esses dias…

Afinal de contas, quando se faz necessária a mudança?

Sim, esse alarme tocou na minha cabeça… E foi um susto estar super focada no cotidiano e, ao dar uma parada para olhar em volta, descobrir que tem certas coisas que eu não deveria estar fazendo, coisas que estavam atrasando minha caminhada e criando um vão gigantesco entre onde eu estou e onde eu gostaria de chegar.

Depois do susto da descoberta, veio a dúvida: é isso mesmo? Tem alguma coisa errada ou eu só estou com frescura e reclamando de barriga cheia? Pensei, pensei, conversei com amigos próximos (Alê, Tânia e Carol, vocês foram essenciais), mas o que fez toda a diferença, foi consultar a pessoa mais afetada por tudo aquilo: eu.

Só que não eu mesma. Consultei aquela Juliana de 10 anos atrás. Perguntei pra ela se era isso mesmo que ela esperava, se ela estava orgulhosa da Juliana de hoje…

Ela me disse que se surpreendeu com a Juliana que eu me tornei. Ela tinha muito medo de não conseguir um bom emprego e de não conseguir fazer faculdade por conta das condições financeiras da sua família, então, estava muito feliz pelo fato de que no futuro ia ter concluído a faculdade que escolheu e ter um excelente emprego com um salário mais do que suficiente. Ela estava orgulhosa, principalmente, de ter conseguido vencer o medo da opinião dos outros e ter criado (e mantido!) o blog que ela tanto sonhava porque gostava tanto de escrever, que escrever só para si já não bastava mais.

O caminho até ali tinha sido difícil, mas vitorioso. Só que ela achava que ele já tinha dado tudo o que tinha que dar. Havia sonhos que ela gostava de sonhar e que estava muito decepcionada por a Juliana de hoje ter parado de persegui-los. Então, ela me perguntou se eu ia me desfazer deles, já que não estava mais usando.

E foi aí que eu encontrei a resposta. A mudança se faz necessária quando todos os caminhos que você pisou até agora podem até te levar a bons lugares, mas não os lugares em que você gostaria de estar. Os lugares em que você deveria estar.

teraquelavelhaopinião

Não se engane. Você sabe muito bem onde deveria estar. Dentro do seu coração, você sabe sim. Eu sei também. E se for necessário dar meia volta de onde estou agora e começar um novo caminho do zero, que seja! Se a mudança for necessária, que venha!

E se eu tiver que fechar os olhos e saltar de um precipício apenas esperando que haja água para receber quando eu chegar lá embaixo, que eu pule!

E seja o que Deus quiser… And may the odds be always in my favor…

Letra e tradução

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Pense Nisso: #SeuCabeloSuaEscolha

Hey pessoas!! Como vão??

 

Que tal aproveitarmos hoje, dia internacional da mulher, para falarmos um pouco sobre nossa relação com uma das coisas que mais definem a nossa identidade: o nosso cabelo?

Toda mulher, vaidosa ou não, tem uma relação íntima com seu cabelo. É dele que é feita grande parte da nossa personalidade. É nele, ou até no desapego com ele, que está contida grande parte da nossa força. Então, já que nosso cabelo é tão importante para nós, por que deixamos que as outras pessoas decidam o que podemos ou não podemos fazer com ele?

Pensando nisso, e mais uma vez arrasando no marketing, a Dove lançou a campanha “Seu Cabelo, Sua Escolha”, que consiste em um vídeo onde mulheres contam como a sociedade pode ser cruel e como pessoas que não têm nada a ver com a sua vida se acham no direito de ditar regras de como seu cabelo deve ser.

Quer se identificar? Então assiste:

 

Se você tem cabelo cacheado, te falam para alisar.

Se você tem cabelo alisado, te falam para assumir os cachos.

Se você tinge os cabelos brancos, falam que fica artificial  te mandam parar.

Se você assume os cabelos brancos, te chamam de relaxada.

Se você ousa e usa os cabelos coloridos, te acham louca e rebelde.

Se você se você tem os cabelos de cor e corte comuns, te chamam de careta e mandam ousar mais.

Se você tem cabelo curto, você não é feminina.

Se ele é muito longo, você é apegada demais.

Negra não pode ter cabelo liso, japonesa não pode ser loira, negra loira, então…

seucabelosuaescola

Chega, chega, chega, CHE-GA!

Nunca, em meus 26 anos de vida eu entendi como alguém que não nasceu na minha pele, não mora dentro da minha cabeça e não vive a minha vida se acha no direito de me dizer como meu cabelo deve ser.

Pior: como a maneira que eu uso meu cabelo pode definir o quão qualificada eu sou para determinado trabalho ou função? O que uma coisa tem realmente a ver com a outra?

Quando eu dei inicio ao meu #ProjetoChegadeChapinha e decidi que era hora de assumir meu cabelo cacheado, recebi muito apoio da minha família e amigos. Mas é claro que houve quem torcesse o nariz porque meu cabelo natural é cheio de cachinhos e não faz o tipo que cresce para baixo e comportado. Ele cresce para cima e para os lados de um modo descontrolado… E eu estou adorando isso…

O que não significa, por exemplo, que eu não faria uma chapinha hoje se sentisse vontade, ou que eu não pudesse mudar de ideia e alisá-lo novamente.

Vejam bem, minha decisão de deixar meu cabelo natural está sendo apenas um experimento, estou testando se eu consigo me adaptar a ele, o que eu nem deveria ter de fazer, só que lá atrás quando eu era uma criança, lá veio a maldita sociedade e enfiou na minha cabeça que meu cabelo era ruim, aí eu alisei.

E o melhor é que você não precisa nem se intitular uma feminista para aderir a este movimento. Basta que você tenha consciência de que o corpo é seu e quem decide o que fazer com ele é você. Basta que você tenha consciência de que já é hora de mudar o poder que a opinião da sociedade exerce sobre a maneira que nos enxergamos. Basta tomar para si o controle da sua vida, a começar pela sua aparência.

O empoderamento começa quando você ama e respeita a mulher que vê todos os dias te encarando no espelho… 😉

Campanha-Dove-Seu-Cabelo-Sua-escolha-III

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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