Livro: Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

Hey pessoas!! Como vão??

 

Pra vocês verem o quanto essa Semana da Consciência Negra já estava planejada há tempos aqui no blog, eu li o livro da resenha de hoje há uns quatro meses atrás e guardei minha opinião sobre ele beeeem guardadinha para poder compartilhar com vocês só agora, hahahaha…

Você já ouviu falar da Chimamanda Adichie? Tem certeza que não?? Ouça a música abaixo. Eu tenho quase certeza de que você a conhece. E se você conhece essa música, você conhece a Chimamanda há tempos e nem sabia!

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana e a mulher que faz este discurso feminista que Beyoncé sampleou em Flawless. Aliás, este discurso completo virou um livrinho chamado “Sejamos Todos Feministas” que vale muito a pena ler…

Mas hoje estamos aqui para falar do primeiro livro de uma escritora nigeriana que eu já li na vida…

 

Americanah

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“Uma história de amor implacável que trata de questões de raça, gênero e identidade

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.
Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.”

Ai, gente… É tanto amor por este livro e pela Chimamanda, que eu nem sei por onde começar…

Lembram lá no começo da nossa Semana da Consciência Negra, quando eu falei que pretendia fazer intercâmbio nos Estados Unidos ano que vem??? Pois é, eu li este livro logo quando comecei a dar os primeiros passos em direção a esse objetivo e foi tanto inspirador, quanto aterrorizante…

É que eu me identifiquei tanto com a Ifemelu, protagonista do livro, que eu fiquei em um misto de vontade que as coisas boas que aconteceram com ela acontecessem comigo e medo de que pudesse ser do mesmo jeito com as coisas ruins…

Enfim, a história se passa ao longo de dez anos e conta os encontros e desencontros do casal Ifemelu e Obinze, que se conhecem e se apaixonam ainda na adolescência. Os dois são nigerianos e estão prestes a entrar na faculdade, porém, o país vive um momento difícil e o ensino superior está estagnado.

Para correr atrás de seus sonhos, Ifemelu acaba indo fazer faculdade nos Estados Unidos, deixando Obinze para trás. Os dois mantém o namoro à distância, porém, algo ruim acontece com Ifemelu e ela, sem perceber, acaba mergulhando em uma depressão e abandonando Obinze, que fica sem entender nada.

Os anos vão passando, Obinze tenta imigrar ilegalmente para a Inglaterra, Ifemelu conhece novas pessoas, Obinze conhece novas pessoas também e eles vão se afastando ainda mais.

Ifemelu percebe que nos Estados Unidos, ela recebe uma característica que nunca havia feito muita diferença no lugar onde ela nasceu: ela é negra. Só que, esperta que só ela, ao invés de se encolher diante disso, ela se expande e cria um blog chamado Raceteenth, onde posta suas reflexões sobre racismo, cabelo crespo, relações entre brancos e negros, tipos de negros (sim, tem isso) e por aí vai… Aliás, os textos do blog estão entre as melhores partes do livro porque são de uma acidez que dá gosto de ler.

A vida vai seguindo até um ponto em que Ifemelu é uma blogueira bem sucedida nos EUA, que namora um professor universitário negro e americano e Obinze voltou para a Nigéria, enriqueceu de maneira não muito honesta e se casou. Com tudo tão certinho assim, claro que era hora de os protagonistas se encontrarem de novo, né?

O namoro de Ifemelu acaba e ela decide voltar para a Nigéria, mesmo sem ter uma casa ou proposta de emprego por lá. Como era de se esperar, ela e Obinze se reencontram, mas o que acontece daí pra frente, vocês vão ter que ler para saber.

O mais importante a ser dito por este livro é que a escrita da Chimamanda é tão incrível, que o foco principal não é o romance dos protagonistas e você acaba nem se importando com isso. É que ela fala de questões tão reais, tão humanas, que você vai se identificando a cada linha e se apegando de verdade a este livro.

Chimamanda é tão inteligente que seu livro envolve muito mais do que o ponto de vista de uma negra estrangeira nos EUA sobre o racismo. Há questões sobre abuso sexual, depressão, busca pela identidade, relações inter-raciais, feminismo, liberdade sexual e por aí vai…

Recomendo muito este livro se você, negro ou não, está interessado em uma leitura de primeira, que te faça abrir a mente e pensar de verdade em todas estas questões…

E qual o nível de amor por “Americanah”?

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Chimamanda, vem pro Brasil! Quero te conhecer!!!

Ah! Os direitos autorais do livro foram comprados pela atriz nigeriana Lupita N’yongo, então só nos resta aguardar até que ele vire filme…

Você pode comprar “Americanah” clicando aqui.

Por hoje é isso e keep exploring!

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4 comentários sobre “Livro: Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

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