Pessoas negras para ficar de olho em 2017

Hey pessoas!! Como vão??

 

Sei que eu deveria ter colocado este post no ar ontem para fechar certinho a nossa Semana da Consciência Negra. Só que ele ainda não estava revisado e eu não tive tempo de revisar para poder postar… #sorry

Mas sempre há tempo para falar de coisa boa, então, lá vamos nós para o nosso último post dessa semana tão especial, onde falamos um pouquinho sobre racismo, orgulho, representatividade e outras coisas relacionadas à luta por mais respeito ao povo negro.

O ano de 2016 foi uma loucura, né? Aconteceu muita coisa, muito foi discutido, muito foi descoberto e muita gente apareceu para fazer barulho, tanto para o mal, quanto para o bem.

E é dessas pessoas que falaremos hoje. Um pessoal que apareceu para fortalecer o movimento e botar os negros e suas qualidades sob os holofotes…

 

Lázaro Ramos e Taís Araújo

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O power couple que você mais respeita! É impossível não mencioná-los, principalmente depois de ver “O Topo da Montanha”, peça de teatro inspiradora estrelada por eles que narra a última noite de vida de Martin Luther King. Eles ainda tiveram peito de botar negros no protagonismo como pessoas bem sucedidas e ricas com a série Mister Brau, coisa não tão comum na televisão. Fora isso, Taís luta para elevar a auto-estima da mulher negra, enquanto Lázaro batalha pela representatividade, escrevendo livros infantis com protagonistas negros. 2016 foi o ano deles e eu tenho certeza que 2017 não será diferente!

 

Karol Conká

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Ela tomba, lacra, dá o nome, enfim! 2016 foi o ano em que o Brasil se curvou diante do poder de Karol Conká. Com ela, aprendemos a formar um escudo de amor próprio e liberdade capaz de barrar todo o machismo, racismo e ódio existentes por aí… Quer sentir um gostinho do que Karol é capaz? Ouça “É O Poder“, minha favorita da musa do cabelo rosa e uma inspiração para o dia a dia… Alguma dúvida de que vem muito mais lacração em 2017??

 

Emicida e Fióti

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Quer feito maior do que uma marca criada por dois caras negros vindos da periferia de São Paulo, que começou com camisetas para vender depois dos shows, participar de um desfile do São Paulo Fashion Week? Eles botaram a quebrada no radar do pessoal da moda com o desfile da Lab Yasuke e depois que seus modelos subiram na passarela, não se falava mais em outra coisa! Eu tô ansiosa para o que a marca vai preparar para 2017 e tô juntando minhas moedas aqui pra comprar uma peça ou outra!

 

MC Carol

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Se você não estiver preparado para ouvir umas verdades e ter várias certezas que você tinha sobre a vida derrubadas como um muro que leva marretadas, nem ouça as músicas dela porque é exatamente esse o efeito que as letras de MC Carol têm. É cada uma mais destruidora do que a outra e, se você não estiver preparado, pode ser atropelado por essa força da natureza. Destaque para “100% Feminista” e “Delação Premiada“. Vem 2017, pra Carol poder brilhar mais e mais!

 

Liniker

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Eu deixei o melhor para o final, porque tô num caso de amor bem sério com Liniker… Depois que ouvi “Zero” pela primeira vez, eu fiquei completamente entregue ao seu talento e o magnetismo que ela emana. E o melhor: além de cantar lindamente, com uma voz como há muito não se ouve por aí, capaz de misturar timbres suaves e explosões poderosas, Liniker ainda promove uma discussão sobre a fluidez de gênero, pois nasceu homem, mas se identifica como mulher, porém sem se limitar a estereótipo nenhum… Não é lindo? Alguém com tanta coragem de ser livre? Acho que podemos esperar grandes coisas para 2017…

 

Bom, gente, chegou ao fim nossa Semana da Consciência Negra. Eu espero ter passado para vocês muito mais do que a necessidade de lutar contra o racismo. Espero ter mostrado para vocês o quanto o povo negro é forte, lindo e digno da nossa atenção…

Bora derrubar barreiras e promover a igualdade e o respeito? Se você aprendeu alguma coisa nova essa semana comigo ou tem alguma coisa que gostaria de compartilhar, deixa nos comentários, vamos nos falar!!

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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4 Filmes com protagonistas negros para assistir esse final de semana

Hey pessoas!! Como vão??

 

Estamos quase chegando à reta final da nossa Semana da Consciência Negra e, como adoramos filmes por aqui, hoje é dia de vocês conhecerem três deles em que os protagonistas são pessoas negras.

Esses filmes não necessariamente falam de racismo, eles têm mais a ver  com perseverança, força e com como é bom ver uma pessoa negra alcançando o sucesso e se dando bem no final…

Vamos à lista? Se você não conhece algum deles, já fica a dica para o seu fina de semana! 😉

 

Um Sonho Possível

“Michael Oher (Quinton Aaron) era um jovem negro, filho de uma mãe viciada e não tinha onde morar. Com boa vocação para os esportes, um dia ele foi avistado pela família de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva. Ao ser convidado para passar uma noite na casa dos milionários, Michael não tinha ideia que aquele dia iria mudar para sempre a sua vida, tornando-se mais tarde um astro do futebol americano.”

Eu adoro esse filme e sofro muito com as coisas ruins que acontecem ao protagonista. Ele é um ótimo exemplo de que não importa de onde você vem, o que importa é para onde você vai e o que você quer fazer do seu destino…

 

À Procura da Felicidade

“Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.”

Um dos meus filmes favoritos! Toda vez que eu preciso de um pouco de inspiração para a vida eu assisto esse filme e a atuação brilhante do Will Smith me faz acreditar que eu posso alcançar tudo o que eu quiser…

 

Corina – Uma Babá Perfeita

“1959. Manny Singer (Ray Liotta), um compositor de jingles de uma agência de propaganda, fica viúvo e tendo de cuidar de Molly (Tina Majorino), sua filha de sete anos. Manny precisa desesperadamente de uma babá, com isso entrevista vários candidatos e rejeita todos até encontrar Corina Washington (Whoopi Goldberg), que se formou recentemente mas não consegue arrumar nenhum trabalho por ser negra. A primeira grande tarefa de Corina é se comunicar com Molly, que decidiu parar de falar. Além disto Manny parece estar confuso na maioria do tempo, o que o faz fumar em demasia. Corina também fuma e isto faz os adultos terem uma cumplicidade por este hábito, o que deixa Molly apavorada, por ver sempre na televisão depoimentos sobre os perigos do fumo. Manny e Corina também discutem jazz, pois ela sonhava em ser uma crítica musical. Gradativamente Corina ganha a confiança da menina e logo ela está falando novamente. Corina fica para o jantar em várias ocasiões e Manny se surpreende com os comentários dela sobre música e literatura. Paralelamente Corina conversa com Molly, que se considera culpada pela morte da mãe. Molly secretamente deseja que Corina se case com seu pai e fique morando na casa o tempo todo, apesar da irmã de Corina, a mãe de Manny e uma vizinha curiosa desaprovarem um romance inter-racial.”

Esse foi um dos filmes que eu mais assisti na infância!! A história se passa no final dos anos 50, certo? Assistam esse filme e me digam quanto do que acontece nele, com relação a racismo, é diferente nos dias de hoje… Vocês vão se surpreender…

 

Um Salão do Barulho

“Atlanta. Gina Norris (Queen Latifah) é uma excelente cabeleireira que trabalha no salão do afetado Jorge (Kevin Bacon), que tem mais empáfia do que profissionalismo. Gina sempre sonhou ter seu salão. Um dia, após ser insultada por Jorge, que ainda ficou com o crédito do seu trabalho, ela decide que era hora de pedir demissão e transformar seu sonho em realidade. Gina abre seu salão de beleza com a ajuda de Lynn (Alicia Silverstone), uma ótima cabeleireira que nunca teve chance com o Jorge, que só permitia que ela lavasse os cabelos. Logo o salão da Gina vai ficando conhecido, no entanto quando ela começa a pegar as clientes de Jorge ele planeja se vingar. Mas ele não tem idéia do que Gina e as outras cabeleireiras são capazes de fazer.”

Esse é um filme levinho, com uma pegada mais romântica e um pé na comédia, mas nem por isso ele deixa de ter um quê girl power, porque ver Gina erguendo seu salão com a ajuda das manas, é simplesmente empoderador!

 

É claro que há muitos outros filmes com protagonistas negros, mas esses fogem um pouco da temática “racismo-escravos-história”, por isso estão nesta lista…

Se você ainda não viu nenhum deles, está esperando o quê? Tenho certeza de que vai gostar! 😉

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Livro: Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

Hey pessoas!! Como vão??

 

Pra vocês verem o quanto essa Semana da Consciência Negra já estava planejada há tempos aqui no blog, eu li o livro da resenha de hoje há uns quatro meses atrás e guardei minha opinião sobre ele beeeem guardadinha para poder compartilhar com vocês só agora, hahahaha…

Você já ouviu falar da Chimamanda Adichie? Tem certeza que não?? Ouça a música abaixo. Eu tenho quase certeza de que você a conhece. E se você conhece essa música, você conhece a Chimamanda há tempos e nem sabia!

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana e a mulher que faz este discurso feminista que Beyoncé sampleou em Flawless. Aliás, este discurso completo virou um livrinho chamado “Sejamos Todos Feministas” que vale muito a pena ler…

Mas hoje estamos aqui para falar do primeiro livro de uma escritora nigeriana que eu já li na vida…

 

Americanah

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“Uma história de amor implacável que trata de questões de raça, gênero e identidade

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.
Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.”

Ai, gente… É tanto amor por este livro e pela Chimamanda, que eu nem sei por onde começar…

Lembram lá no começo da nossa Semana da Consciência Negra, quando eu falei que pretendia fazer intercâmbio nos Estados Unidos ano que vem??? Pois é, eu li este livro logo quando comecei a dar os primeiros passos em direção a esse objetivo e foi tanto inspirador, quanto aterrorizante…

É que eu me identifiquei tanto com a Ifemelu, protagonista do livro, que eu fiquei em um misto de vontade que as coisas boas que aconteceram com ela acontecessem comigo e medo de que pudesse ser do mesmo jeito com as coisas ruins…

Enfim, a história se passa ao longo de dez anos e conta os encontros e desencontros do casal Ifemelu e Obinze, que se conhecem e se apaixonam ainda na adolescência. Os dois são nigerianos e estão prestes a entrar na faculdade, porém, o país vive um momento difícil e o ensino superior está estagnado.

Para correr atrás de seus sonhos, Ifemelu acaba indo fazer faculdade nos Estados Unidos, deixando Obinze para trás. Os dois mantém o namoro à distância, porém, algo ruim acontece com Ifemelu e ela, sem perceber, acaba mergulhando em uma depressão e abandonando Obinze, que fica sem entender nada.

Os anos vão passando, Obinze tenta imigrar ilegalmente para a Inglaterra, Ifemelu conhece novas pessoas, Obinze conhece novas pessoas também e eles vão se afastando ainda mais.

Ifemelu percebe que nos Estados Unidos, ela recebe uma característica que nunca havia feito muita diferença no lugar onde ela nasceu: ela é negra. Só que, esperta que só ela, ao invés de se encolher diante disso, ela se expande e cria um blog chamado Raceteenth, onde posta suas reflexões sobre racismo, cabelo crespo, relações entre brancos e negros, tipos de negros (sim, tem isso) e por aí vai… Aliás, os textos do blog estão entre as melhores partes do livro porque são de uma acidez que dá gosto de ler.

A vida vai seguindo até um ponto em que Ifemelu é uma blogueira bem sucedida nos EUA, que namora um professor universitário negro e americano e Obinze voltou para a Nigéria, enriqueceu de maneira não muito honesta e se casou. Com tudo tão certinho assim, claro que era hora de os protagonistas se encontrarem de novo, né?

O namoro de Ifemelu acaba e ela decide voltar para a Nigéria, mesmo sem ter uma casa ou proposta de emprego por lá. Como era de se esperar, ela e Obinze se reencontram, mas o que acontece daí pra frente, vocês vão ter que ler para saber.

O mais importante a ser dito por este livro é que a escrita da Chimamanda é tão incrível, que o foco principal não é o romance dos protagonistas e você acaba nem se importando com isso. É que ela fala de questões tão reais, tão humanas, que você vai se identificando a cada linha e se apegando de verdade a este livro.

Chimamanda é tão inteligente que seu livro envolve muito mais do que o ponto de vista de uma negra estrangeira nos EUA sobre o racismo. Há questões sobre abuso sexual, depressão, busca pela identidade, relações inter-raciais, feminismo, liberdade sexual e por aí vai…

Recomendo muito este livro se você, negro ou não, está interessado em uma leitura de primeira, que te faça abrir a mente e pensar de verdade em todas estas questões…

E qual o nível de amor por “Americanah”?

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Chimamanda, vem pro Brasil! Quero te conhecer!!!

Ah! Os direitos autorais do livro foram comprados pela atriz nigeriana Lupita N’yongo, então só nos resta aguardar até que ele vire filme…

Você pode comprar “Americanah” clicando aqui.

Por hoje é isso e keep exploring!

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Barulho: Nicki Minaj – Black Barbies

Hey pessoas!! Como vão??

 

O Barulho de hoje foi lançado há cerca de uma semana, mas eu segurei para postar aqui porque acho que ele tinha muito a ver com a Semana da Consciência Negra que estava planejando fazer.

É o seguinte: depois da vitória de Donald Trump nas eleições à Presidência dos Estados Unidos, muito artistas se manifestaram, alguns contra, outros a favor.

Lady Gaga, Katy Perry, Miley Cyrus e outros protestaram nas redes sociais e fora delas, mas quem aproveitou o calor do momento e foi correndo transformar sua frustração em arte???

Siiim, ela, a mais popozuda do rolê, a rainha do Rap: Nicki Minaj!!

Em um momento que veio bem a calhar, Nicki lançou “Black Barbies”:

 

A música é uma versão de “Black Beatles“, de Rae Sremmud, aquela música que embala os “Mannequin Challenges”, sabe? Nela, Nicki aproveita a batida para alfinetar o novo presidente eleito dizendo que ele quer botá-la para fora do país pegando-a pelo braço como se fosse uma casquinha de sorvete…

Eu sei que não deve passar de uma versão feita para passar uma mensagem e que dificilmente essa música vai ter clipe, mas bem que seria legal ver Nicki botando para quebrar de novo, isso seria né?

A letra completa e tradução da música você confere aqui.

E aí, curtiu a surpresa da Nicki?

 

Por hoje é isso e keep exploring!

5 Vezes em que você foi racista e nem percebeu

Hey pessoas!! Como vão??

 

A discriminação racial já está tão inserida na nossa sociedade que, mesmo que você não tenha preconceito com pessoas de outra raça, pode acabar tendo atitudes racistas sem perceber.

Podem ser atitudes, frases ou expressões que você conhece e usa há tempos, mas que nunca parou para pensar de onde vêm e nem o quanto podem ser ofensivas.

Mas, calma! Sempre há tempo para aprender e repensar nossas atitudes. Comece hoje, lendo este post e refletindo se você já disse ou fez alguma das coisas listadas abaixo e interrompendo estes hábitos já! 😉

 

1. Chamar uma pessoa negra de “mulata”, “morena” ou, o pior de todos, “escurinha”.

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Migos, seus loucos… Uma pessoa negra raramente (mas assim, muito raramente mesmo) vai se ofender se você se referir a ela como negra. Então, por favor, não use frases como “aquela moreninha lá” para falar de alguém de pele negra. E entendam de uma vez por todas: mulato é quem é fruto da mistura de pessoas de raças diferentes. É aquela pessoa com a pele de cor parda, sabe? Então, não, você não pode descrever uma pessoa negra como mulata. Não tenha medo de usar a palavra “negro” para descrever alguém porque cada vez que você faz isso, reafirma o fato (equivocado) de que ser negro é uma coisa ruim…

 

2. Usar a expressão “cabelo ruim” para falar sobre cabelo crespo

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É como diz parte de um poema chamado “Milionário do Sonho” escrito por Elisa Lucinda e presente no álbum “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui” do Emicida que é assim:”tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho e movimento, cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento, grito bem alto sim ‘quem foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim’? Qual foi o otário equivocado que decidiu estar errado meu cabelo enrolado? Ruim pra quê? Ruim pra quem?”. E é bem isso, gente, o que torna um cabelo ruim? Pra mim, um cabelo ruim é um cabelo malcuidado, seja ele liso ou crespo. Então vamos parar de associar esse adjetivo tão depreciativo com uma coisa tão linda quanto um cabelo cheio de atitude como é o crespo?

 

3. Confundir racismo com opinião

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Pode até ser sua opinião, querido, todo mundo tem direito a ter a sua. Só que existe uma coisa chamada”noção de certo e errado” e com relação a isso, não existe esse negócio de opinião, não. Se você praticar atos racistas, você está errado e ponto. Tem o direito de não gostar de pessoas de outra raça? Até tem. Mas está errado, brother, aceita…

 

4. Usar expressões como “dia de branco”, “serviço de preto” ou “inveja branca”

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Eu sei que você não faz por mal, mas pensa um pouquinho no que essas (e outras) expressões têm em comum: elas associam a palavra preto ou negro a coisas ruins e a palavra branco a coisas boas e puras. Agora, me diz se não tem um racismo aí? Mesmo que não seja intencional…

 

5. Julgar um livro pela capa

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Você vê um cara negro todo vestido de branco. O que você pensa?

(a) Ele está indo ou vindo de um centro de Umbanda

(b) Ele é médico ou enfermeiro

(c) Ele está indo para uma festa ou apenas gosta de usar a cor branca

Sejamos sinceros, algumas pessoas vão escolher a terceira alternativa, pouquíssimas vão escolher a segunda e a grande maioria vai pensar na primeira. Porque, para algumas pessoas, todo negro é macumbeiro (aliás, Umbanda não é Macumba, tá?) e isso é uma coisa ruim. Tem negro macumbeiro, umbandista, evangélico, cristão, budista, ateu e por aí vai, sabe por quê? Porque cor não determina religião, amigo…

 

Enfim, objetivo deste post não é recriminar ninguém, e sim, mostrar como algumas vezes a gente pode ter atitudes preconceituosas que já estão tão inseridas na nossa vida, que a gente nem se dá conta.

O importante é começar a refletir e se policiar, não por uma questão de melindre ou para não chatear alguém, até porque há pessoas negras que não se importam com nada disso. Mas sim, por uma questão de respeito e humanidade. Para não continuar compactuando com ideias ultrapassadas, de um tempo que já passou e para começar a construir um futuro diferente.

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Top 5: Consciência Negra

Hey pessoas!! Como vão??

 

Estavam com saudades das nossas playlists?

Pois então, dando continuidade à nossa Semana da Consciência Negra aqui no L’Explorateur, hoje vamos de Top 5 com músicas que falam tanto sobre racismo quanto sobre empoderamento negro.

Nessas músicas vocês vão encontrar letras que falem tanto sobre os percalços presentes na vida dos negros, quanto do orgulho que nós sentimos da nossa cor, nossa cultura e da herança de nossos antepassados…

Se preparem porque vai ser surra de negritude! ❤

 

1. Beyoncé – Formation

Vamos começar com tiro? Aqui a Queen Bey grita aos quatro ventos o orgulho que tem de sua raça e suas origens.

Melhor trecho: “Eu gosto do cabelo da minha filha, com o cabelo de bebê e afro
Eu gosto do meu nariz de negro como manda o Jackson Five”

 

2. Sandra de Sá – Olhos Coloridos

Nesse clássico da música negra brasileira, Sandra de Sá fala sobre o amor que tem por suas características, como o cabelo afro.

Melhor trecho: “A verdade é que você
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará crioulo…”

 

3. Jorge Aragão – Identidade

Essa música marcou muito minha infância. Quando ela foi lançada eu tinha apenas 9 anos e foi a primeira vez que eu prestei atenção em uma letra e entendi a mensagem…

Melhor trecho: “Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história”

 

4. Emicida – Boa Esperança

Várias verdades jogadas na cara da sociedade nessa música. Aqui você vai ouvir sobre como o racismo ainda está presente na sociedade moderna e sobre as humilhações sofridas pelos negros em seu dia a dia.

Melhor trecho: “Por mais que você corra, irmão
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala, Jão
Bomba-relógio prestes a estourar”

 

5. Racionais MC’s – Racistas Otários

Nesse clássico dos Racionais, a mensagem é clara: racistas otários, nos deixem em paz!

Melhor trecho: “Os poderosos são covardes desleais
Espancam negros nas ruas por motivos banais
E nossos ancestrais
Por igualdade lutaram
Se rebelaram morreram
E hoje o que fazemos
Assistimos a tudo de braços cruzados
Até parece que nem somos nós os prejudicados
Enquanto você sossegado foge da questão
Eles circulam na rua com uma descrição
Que é parecida com a sua
Cabelo cor e feição
Será que eles veem em nós um marginal padrão?

 

E aí, exploradores, concordam com as músicas? Lembram de mais alguma que fale sobre o assunto? Deixem comentários para que a gente possa conversar mais sobre isso ao longo dessa semana, beleza?

Amanhã tem mais Semana da Consciência Negra!

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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Histórico de Busca do Meu Navegador

Hey pessoas!! Como vão??

 

Eu sei, eu sei, eu andei sumida e as coisas andaram meio paradas por aqui. Mas é que os últimos dias foram tão corridos que não sobrou tempo nem para sentar e escrever.

Mas para compensá-los pela falta de conteúdo, eu resolvi voltar hoje, que é o dia da Consciência Negra, para inaugurar a Semana da Consciência Negra aqui do blog!

É isso mesmo, exploradores! De hoje até sábado, vocês vão ter as mesmas categorias de postagens de sempre, mas todas sobre o mesmo tema. Eu espero com isso poder abrir um espaço para conversarmos sobre racismo, representatividade, história do povo negro, beleza negra e coisas que nos ajudem a refletir sobre o espaço que as pessoas negras ocupam na sociedade.

E para começar, vou fazer algo que nunca faço, que é compartilhar coisas um pouco mais pessoais com vocês…

Bom, é o seguinte: o Trump ganhou a eleição nos Estados Unidos, né? Pois é. Tem quem ache que antes ele do que a Hillary, tem quem esteja desesperado com o resultado e tem ainda quem ache que não vale a pena se preocupar com algo que está acontecendo em outro continente.

Acontece que eu tenho planos de fazer intercâmbio ano que vem, a ideia inicial é ir para os Estados Unidos, mas depois dos últimos acontecimentos, eu comecei a refletir sobre qual seria a minha situação, caso eu tivesse que ir morar em um país governado por um cara que fazia questão de espalhar mensagens racistas sempre que aparecia em público, durante a campanha.

Não me entendam mal, eu não estou defendendo nem atacando ninguém. A questão toda foi que, depois de saber que Trump governará o país para o qual eu pretendo viajar, não vou mentir, rolou um medinho aqui e eu até cogitei viajar para a Europa ao invés da América do Norte.

Até aí, tudo bem né? É… Se eu fosse branca, estaria tudo bem, sim.

Uma coisa que é preciso que as pessoas saibam: as coisas não são tão simples assim quando se é negro no Brasil, imagina sendo negro em um continente de maioria caucasiana.

Com isso em mente, arrumei um novo problema: qual país da Europa escolher? De novo, se eu fosse branca, era só escolher o que mais me agradasse e ok. Mas sabe qual foi o problema? E se eu escolhesse o país com base apenas no que eu achasse mais legal e acabasse em um país racista?

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Mapa do racismo no mundo, segundo Max Fisher do Washington Post. As cores representam a porcentagem da população que respondeu “pessoas de outra raça” quando perguntados que tipo de pessoas eles não gostariam de ter como vizinhos.

Resultado: todas as minhas pesquisas sobre novos destinos começaram a seguir um padrão peculiar. Em vez de pesquisar somente “intercâmbio na Bélgica”, por exemplo, eu pesquisava “racismo na Bélgica” primeiro e, com base nos resultados da pesquisa, partia para as coisas relacionadas ao intercâmbio…

Pois é. Antes de escolher um país para o intercâmbio, eu preciso saber qual o grau de racismo que eu posso encontrar por lá. Não é estranho?

Na dúvida, continuo com os Estados Unidos, porque pelo menos eu sei o nível de racismo que me espera por lá…

Ps: de acordo com a minha pesquisa, a Bélgica é meio racista, sim…

 

Por hoje é isso e keep exploring!

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