Livro: Vida e Morte

Hey people, aqui é  a Pâmella…

 

Ano passado, a série que dividiu o mundo entre amor e ódio completou 10 anos. Isso mesmo, eu tô falando dos nossos queridos e odiados Vampiros e Lobisomens, Team Jacob e Team Edward…

Houve muita especulação com relação a essa edição. Todo mundo esperava que a titia Stephenie Meyer fosse lançar o Midnight Sun, (aquela versão de Crepúsculo em que o Edward conta os acontecimentos) mas não foi bem isso o que aconteceu…

 

Vida e Morte

Carta ao leitor:

” Oi, Querido Leitor!
Mais uma vez, feliz aniversário, e bem – vindo ao novo extra em comemoração aos dez anos da primeira edição original de Crepúsculo!
Mas uma coisa de cada vez:

SINTO MUITÍSSIMO.

Sei que vai haver muito choro e ranger de dentes porque este novo material adicional (A) não é totalmente novo e, principalmente, porque (B) não é Midnight Sun. (Se você está achando que eu não entendo a sua dor, garanto que minha mãe já deixou isso bem claro pra mim) Vou explicar como este extra surgiu e espero que a explicação torne as coisas, se não melhores, ao menos compreensíveis.
Pouco tempo atrás, minha agente me procurou e perguntou se havia alguma coisa que eu pudesse fazer para o relançamento em homenagem ao aniversário de dez anos de Crepúsculo. A editora estava querendo algum tipo de prefácio ou uma carta de “feliz aniversario”. Eu achei … Bom, para ser sincera, achei bem sem graça.  O que eu poderia escrever que fosse divertido e empolgante? Nada. Então,  pensei em outras possibilidades, e, se faz você se sentir melhor, eu até pensei em Midnight Sun. O problema era o tempo: não havia tempo. Sem dúvida, não o bastante para escrever um livro, nem mesmo meio livro.
Enquanto eu refletia sobre Crepúsculo depois de tanto tempo longe da história e discutia o problema do aniversário com amigos, comecei a pensar em algo que eu falava antigamente, em sessões de autógrafo e entrevistas. Bella sempre foi muito censurada por ser salva em várias ocasiões, e as pessoas a acusavam de ser a típica donzela em apuros. A isso, sempre respondi que Bella é uma humana em apuros, um ser humano normal cercado de todos os lados por pessoas que são basicamente superheróis ou supervilões. Ela também foi criticada por se deixar consumir demais pelo interesse amoroso, como se isso fosse exclusividade de meninas. Mas sempre defendi que não teria feito diferença se o humano fosse homem e o Vampiro fosse mulher; ainda seria a mesma história. Deixando o gênero e a espécie de lado, Crepúsculo sempre foi uma história sobre a magia, a obsessão e o frenesi do primeiro amor.
Então pensei: E se eu testasse essa teoria? Poderia ser divertido. Como costuma acontecer comigo, comecei acreditando que faria um ou dois capítulos. (É engraçado/triste o fato de que ainda não me conheço bem.) Lembra que eu falei que não havia tempo? Felizmente, este projeto, além de ser divertido, foi rápido e fácil.  Acontece que não tem tanto diferença entre uma humana apaixonada por um Vampiro e um humano apaixonado por uma Vampira. E foi assim que Beau e Edythe nasceram.
Algumas observações sobre a adaptação:

1. Inverti o gênero de todos os personagens de Crepúsculo, mas há duas exceções.

  • A maior é com Charlie e Renée, que continuaram sendo Charlie e Renée. O motivo é o seguinte: Beau nasceu em 1987. Era raro um pai ganhar a guarda de uma criança na época,  mais raro ainda se fosse um bebê. Seria necessário provar que a mãe era incapaz de alguma forma. Tenho dificuldade de acreditar que algum juiz da época (ou mesmo de agora) confiaria a criança a um pai ausente e desempregado, em vez de uma mãe com emprego fixo e fortes laços comunitários. Claro, atualmente, se Charlie lutasse por Bella talvez conseguisse tirá-la de Renée. Assim o cenário menos improvável é o que acontece em Crepúsculo. O fato é de que, algumas décadas atrás, os direitos da mãe eram considerados mais importantes que os do pai, assim como o fato de que Charlie não é do tipo vingativo, tornando possível que Renée criasse Bella… e, nessa caso, agora, Beau.
  • A segunda exceção é muito pequena, referente a alguns poucos personagens secundários mencionados apenas duas vezes. O motivo é meu equivocado senso de justiça por pessoas fictícias. Houve dois personagens no universo de Crepúsculo tratados injustamente ao longo da historia. Então, em vez de mexer nesses personagens, dei a eles uma virada. Nada que acrescente à trama. Foi só uma questão minha, eu sendo estranha e cedendo a minha neurose.

2. Há bem mais mudança no texto do que o fato de Beau ser homem tornaria necessário, então pensei em detalha-las para vocês. As estimativas a seguir são aproximadas, é claro. Não contei todas as palavras que mudei e nem fiz nenhum cálculo de verdade.

  • 5% das mudanças foram feitas porque Beau é um garoto.
  • 5%  das mudanças foram feitas porque a personalidade de Beau se desenvolveu de forma um pouco diferente da de Bella. As maiores diferenças são que ele tem mais TOC, não se expressa nem pensa com tantos floreios e não é tão irritado; ele não tem raiva do mundo que Bella sente o tempo todo.
  • 70% das mudanças ocorreram porque me deixaram mexer no texto dez anos depois, Pude consertar quase todas as palavras que me incomodavam desde que o livro foi impresso, e isso foi glorioso.
  • 10% foram coisas que desejei ter feito da primeira vez, mas que não me ocorreram na época. Pode parecer a mesma justificativa do item anterior, mas é ligeiramente diferente. Não é o caso de uma palavra que pareça errada ou fora do lugar, e sim de uma ideia que eu queria ter explorado antes ou de conversas que deviam tem acontecido, mas não aconteceram.
  • 5% foram questões de mitologia (erros, na verdade), a maioria relacionada a visões. Quando fui trabalhar nas sequencias de Crepúsculo e até em Midnight Sun, em que pude olhar dentro da cabeça de Alice a partir da perspectiva de Edward, a forma como as visões de Alice funcionavam foi refinada. Elas eram mais misticas em Crepúsculo, e, ao avaliar isso agora, eu vi que Alice poderia ter sido envolvida em situações nas quais não foi. Ops.
  • Isso deixa uma sobra de 5% de miscelânea, para mudanças variadas, cada uma por um motivo diferente e, sem dúvida, egoísta.

Espero que você se divirta com a historia de Beau e Edythe, apesar de não ser o que estava esperando. Eu me diverti muito criando esta nova versão. Amo Beau e Edythe loucamente. Não previ isso, e a historia deles, para mim, renovou o mundo fictício de Forks e o deixou feliz de novo. Espero que também seja assim para você. Se você tiver um décimo do prazer que eu tive com esta historia, vai ter valido à pena.

Obrigada por ler. Obrigada por fazer parte dese mundo, e obrigada por ser uma fonte tão inesperada de alegria na minha vida nessa ultima década.

Com amor,

Stephenie.”

Primeiro de tudo, por que eu quis deixar aqui para vocês a carta que vem no livro? Eu achei as explicações válidas, porém, isso não bastou para diminuir a frustração que eu senti com essa nova história. Até porque, a história é a mesma, acontecem as mesmas coisas e eu não vi muita diferença em quase nada. Como o TOC de Beau, que só aparece em duas partes do livro e aparece de uma foram tão insignificante que, se você não tivesse lido a carta, sequer notaria. Ou o fato de alguns erros de continuidade, como alguns diálogos em que os “ele” não foram alterados para “ela” e essas coisas todas.

No contexto geral, achei Beau bem afeminado (sem preconceitos, apenas no conceito da história), não são muitos os garotos que ajudam nas tarefas de casa ou que entendem de culinária, que sabem fazer compras, organizar uma casa e ainda, que se apegam à limpeza. Eu sei que é um livro, uma história fictícia mas, ela poderia ter se apegado mais à realidade nesse ponto. Beau poderia viver à base de pizza e miojo com Charlie e isso seria bem mais próximo da realidade do que o fato dele saber fazer bife acebolado no forno (nem eu, que entendo bastante de cozinha, sei fazer isso).

A mudança de gênero de todos os personagens foram feitas de uma forma meio… Confusa, por assim dizer. E os nomes… Ah, a beleza de não saber escolher nomes para os filhos. Tsc Tsc Tsc.

Isabella Swan  –  Beaufort Swan (Eu prefiro nem comentar sobre BEAUFORT)
Edward Cullen  – Edythe Cullen (…)
Jacob Black  –  Jules Black
Billie Black –  Bonnie Black
Carlisle Cullen – Carine Cullen (O que dizer sobre essa médica que eu mal conheço e já considero pakas? Nada)
Esme Cullen = Earnest Cullen ( Daqui pra baixo, a coisa vai de mal a pior)
Emmett Cullen – Eleanor Cullen
Alice Cullen – Archie Cullen
Rosalie Hale – Royal Hale
Jasper Hale – Jessamine Hale (Pronto, achei quem vai levar o premio de pior nome do livro)

Jessica Stanley – Jeremy Stanley
Mike Newton – McKayla Newton
Angela Weber – Allen Weber
Lauren Mallory – Logan Mallory
Harry Clearwater – Holly Clearwater
Laurent – Lauren
Victoria – Victor
James – Joss

Eu gostaria muito de entender a lógica que ela usou para escolher o nome dos personagens, de verdade…

Fora isso, no contexto geral, ela provou o que queria. Que não importa se é um humanO ou uma humanA, quando se envolve com vampiros o resultado continua sendo trágico, as pessoas continuam arriscando suas vidas para ficar perto desses seres e sempre tem morte. Ela também deu uma encurtada na história, não tem toda aquele parte dos assassinatos e as visitas constantes à lanchonete onde Charlie ia com a Bella. A impressão que passa é que tem um bom resumo aí.

O motivo que me levou a querer ler esse livro foi um só: saber como seria essa versão invertida de gêneros. E na real? Eu não curti muito, não. Continuo preferindo a Bella, mesmo com toda sua rebeldia contra o mundo e seu desejo excessivo pela morte.

Qual o nível de amor por “Vida e Morte”?

2corações

Sim, meu nível de amor por essa historia foi quase minimo.

Apesar que, eu estou numa onda de maus livros que, sinceramente, eu não sei o que acontece… Não sei se eu fiquei crítica demais ou se os autores é que estão meio genéricos, fazendo mais do mesmo…

Mas, se estiver curioso para tirar suas conclusões, você pode comprar o livro clicando aqui.

Mas e pra você? Valeria à pena morrer por amor?

AssinaturaPamella

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4 comentários sobre “Livro: Vida e Morte

  1. Eu tenho muita vontade de ler esse livro, mas quero ele físico e em português (o que fica difícil de arranjar aqui na Alemanha). Acho que nós duas vamos ter opinioes bem contraditórias a respeito dos nomes e as coisas que o Beau faz, vivendo onde eu vivo eu aprendi a lidar com essa realidade – aqui todos tem nomes estranhos e homens participam realmente da vida no lar. Parece bem interessante…
    Abraço!

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    • Com relação aos nomes, são realmente bem estranhos aqui no Brasil, você há de concordar comigo kkkkkk
      Agora quando se diz de vida do lar, os homens não participam tanto por aqui e ficou um pouco estranho no contexto da história. Eu espero que você consiga o livro e volte pra me dizer sua opinião sobre ele. Fico no aguardo 😉

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